Trio Ímpar
Trio Ímpar
Trio de Flauta, Piano e Violoncelo
Trio for Flute, Piano and Cello
Constituído em 2023, o Trio Ímpar - Trio de flauta, piano e violoncelo, nasceu do encontro entre o Duo Scherzo (um duo de flauta e piano constituído por Vera Morais e Margarida Prates) e o violoncelista Maxim Doujak, dando origem a uma formação de câmara com uma forte identidade artística.
Os três músicos conheceram-se na Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, onde nasceu uma amizade acrescida de cumplicidade musical, que os motivou a desenvolver um trabalho sério de preparação de repertório e criação de programas, explorando com curiosidade as particularidades tímbricas e expressivas desta formação pouco comum.
Desde a sua criação, o Trio apresentou-se em concerto integrando a programação de música de câmara da orquestra OCCO; também em concertos com gravação em direto para a Antena 2, e nos prestigiados festivais de Música Eboraemusica e Cistermúsica.
O Trio tem procurado interpretar obras originais para a formação e no seu repertório contam-se já alguns dos Trios mais importantes escritos ao longo dos tempos, nomeadamente o Trio de Carl Maria von Weber e o Trio de Louise Farrenc.
Paralelamente a estas obras de grande envergadura, os três músicos pretendem também continuar o trabalho de pesquisa de repertório menos conhecido, procurando dar a conhecer ao público obras esquecidas dos círculos de concertos, mas merecedoras de serem resgatadas.
Sendo a sua formação pouco representada em Portugal, o Trio assume como seu propósito continuar a ampliar o seu repertório, consolidar a sua identidade singular, criar novos programas e afirmar a música de câmara para flauta, piano e violoncelo no panorama musical português.
Eboraemusica - Música no Inverno, Évora, 2025
Palácio Marquês da Fronteira, Lisboa, 2025
Palácio Marquês de Pombal, Oeiras, 2024
Vera Morais
Flauta
Natural de Lisboa, a flautista Vera Morais é atualmente solista principal da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras. Ocupou anteriormente os lugares de primeira flauta solista nas orquestras: Filarmonia das Beiras; Orquestra Estúdio (2012 Guimarães C. E. Cultura) e Orquestra Clássica da Madeira.
É regularmente convidada a colaborar como flautista com as Orquestra Gulbenkian, Orquestra Casa da Música, Orquestra de Extremadura, Orquestra Nacional de S. Carlos, Orquestra do Sul e Orquestra Metropolitana de Lisboa.
Apresenta-se regularmente a solo, tendo interpretado as mais importantes e emblemáticas obras para flauta e orquestra, com a Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra Clássica da Madeira e Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras. Apresenta-se igualmente com frequência em formações de música de câmara, contando em seu repertório com uma vasta lista de obras para flauta com piano, harpa, guitarra, trios e quartetos com cordas e quinteto de sopros. Neste âmbito conta com diversas internacionalizações em países como Espanha, França, Luxemburgo e Alemanha.
É Mestre em ensino da flauta transversal e Licenciada em flauta transversal pela Escola Superior de Música de Lisboa. Realizou três anos de estudos em Paris com Pierre-Yves Artaud e Celine Nessi (solista da Ópera Bastille) obtendo o Prix do Conservatoire N. R. Boulogne-Billancourt enquanto bolseira da Fundação C. Gulbenkian.
No plano pedagógico, é professora dos quadros do Conservatório Nacional de Lisboa no projeto Orquestra Geração desde 2014 e lecionou flauta transversal nos Conservatório de Música de Setúbal, Conservatório de Música de Almada, Conservatório de Loures e ainda flauta transversal e música de câmara no Conservatório Escola Profissional da Madeira - Eng. Luiz Peter Clode.
No seu percurso académico, realizou ainda variadas masterclasses com personalidades tais como Aurèle Nicolet, Peter-Lukas Graff, Istvan Matuz, Trevor Wye e William Bennett.
Foi vencedora dos concursos: Concours du Jeune Flutiste (1996, Paris); Concurso para Jovens Solistas da Nova Filarmonia Portuguesa (1992, Portugal) com quem gravou um CD sob direção de Álvaro Cassuto. Venceu o Primeiro Prémio e Prémio Revelação no Concurso de Música de Alcobaça (1989, Portugal).
Margarida Prates
Piano
Margarida Prates nasceu em Lisboa, cidade onde vive e trabalha.
Após obter a licenciatura em piano na Escola Superior de Música de Lisboa seguiu para Itália para trabalhar com o pianista Fausto Zadra, frequentando durante 5 anos as suas masterclasses na Scuola Internazionale di Pianoforte, em Roma.
Mais tarde ingressou na Academia de Música Aquiles Delle Vigne onde estudou com o Mestre Aquiles Delle Vigne, obtendo o diploma de performance “Diploma de Artista”.
Como concertista gosta de tocar a solo, mas também de explorar a música de conjunto, apresentando-se regularmente em concertos de música de câmara, com instrumentistas variados. Em 2019 fundou com a flautista Vera Morais o Duo Scherzo, estando desde então a trabalhar consistentemente, destacando-se em Portugal como um dos duos mais ativos da sua geração.
O seu reportório de eleição é sobretudo o dos períodos clássico e romântico, mas também tem tido oportunidade de contactar de perto com a música contemporânea, estreando obras de autores ainda vivos.
Em 2017 o compositor português Sérgio Azevedo dedicou-lhe uma obra. Estas experiências de contacto pessoal e íntimo com os próprios compositores tem sido extremamente importante para o seu crescimento enquanto artista.
Já pisou os palcos nacionais e estrangeiros, tendo tocado em Espanha, França, Luxemburgo, Alemanha e Guatemala.
Tem participado em diversos concursos de piano, tendo obtido menções honrosas no Jugend Musiziert Wettbewerb (1990), no Concurso Internacional de Música do Estoril (1994) e no Corso-Concorso di Brescia / Itália (1996). Obteve ainda um segundo prémio no Tournoi International de Musique | Paris (2003) e em 2024 foi galardoada com o Prémio Platina na categoria de Virtuoso Award, no prestigiado Concurso de Música European Classical Music Awards.
Paralelamente à sua actividade concertística, Margarida Prates interessa-se pela área da investigação musicológica, realizando periodicamente na RDP/Antena2 programas radiofónicos variados, tais como “A história do teclado” (2008), “O feminismo na música” (2009), “António Fragoso e os seus contemporâneos” (2012), “António Fragoso, biografia musical” (2018), “O imaginário infantil na História da Música” (2022).
Maxim Doujak
Violoncelo
Nasceu em Kiev (Ucrânia) em 1971 e reside em Portugal desde 1995.
Iniciou a sua formação aos 5 anos na “Escola Musical Especial de Kiev N.V. Lysenko”. Prosseguiu os estudos no “Colégio Musical Estatal Superior de R. M. Glier de Kiev” e no “Conservatório Estatal Superior de Kiev P. I. Tchaikovsky”, na classe de Vadim Tchervov. Em 1995 terminou o curso com distinção e obteve o “Diploma de Solista de Orquestra, Artista de Música de Câmara e Professor”. Em 2011, concluiu o Mestrado em Violoncelo na Escola Superior de Música de Lisboa.
Aperfeiçoou os seus estudos em Inglaterra, Alemanha, Suíça e Portugal respetivamente com os membros do Britten Quartett, Yehudi Menuhin, Radu Aldulescu, Natalia Gutman, Márcio Carneiro e Natalia Shakhovskaya. Na Ucrânia fez várias gravações para a Radiodifusão Nacional, Orquestra Nacional do Teatro de Ópera e Orquestra do Bailado Nacional e foi solista do “Ensemble Camerata de Kiev.” Obteve vários prémios internacionais nas áreas de música de câmara e música contemporânea, destacando o 3º prémio e “Prémio para a melhor interpretação de música contemporânea”, no concurso internacional “N.V. Lyssenko”, em 1992 e 2º Prémio no Concurso Internacional de Música de Câmara “Outumno de Ouro”, em 1993.
Em Portugal fez várias gravações para a RTP e RDP (Antena 2) e foi docente no Conservatório de Ponta Delgada, nos Açores até 2000.
Colaborava regularmente com a Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa e actualmente colabora com a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras (OCCO), entre outras.
Atualmente é professor de Violoncelo no Conservatório Regional de Palmela.